Olhar para o bebê pode fazer mais do que fortalecer esse vínculo com o recém-nascido, sugere um novo estudo.

O contato visual entre pais e filhos ajuda a sincronizar as ondas cerebrais, relatam pesquisadores.

"Quando o adulto e a criança se olham, estão sinalizando sua disponibilidade e intenção de se comunicar. Descobrimos que os cérebros de adultos e crianças respondem a um sinal de olhar, tornando-se mais sincronizados com o parceiro", disse o estudo. autora principal Victoria Leong.


Ela é professora no departamento de psicologia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

"Esse mecanismo pode preparar pais e bebês para se comunicarem, sincronizando quando falar e quando ouvir, o que também tornaria o aprendizado mais eficaz", disse Leong em um comunicado de imprensa da universidade.

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Estudos anteriores mostraram que, quando pais e filhos interagem, isso leva à sincronização de coisas como olhar, emoções e batimentos cardíacos, observaram os pesquisadores. Mas não ficou claro se a atividade cerebral deles também é sincronizada.

Para descobrir, os pesquisadores de Cambridge realizaram experimentos com 36 pais e seus bebês.

Eles mediram os padrões de atividade cerebral através de eletrodos nas calotas cranianas usadas pelos participantes. Eles compararam a atividade cerebral dos bebês com a do adulto que cantava canções de ninar para o bebê.


Os pesquisadores descobriram que o contato visual entre os dois desencadeou a sincronização das ondas cerebrais.

O co-autor do estudo Sam Wass enfatizou: "Ainda não sabemos o que é que causa essa atividade cerebral síncrona. Certamente não estamos afirmando ter descoberto a telepatia!

"Neste estudo, estávamos analisando se os bebês podem sincronizar seus cérebros com outras pessoas, assim como os adultos. E também estávamos tentando descobrir o que dá origem à sincronia", disse Wass, que também faz parte do departamento de psicologia de Cambridge. .

O estudo foi publicado em 28 de novembro no Anais da Academia Nacional de Ciências.


Bebê com olho lacrimejando ou com secreção amarelada (Janeiro 2021).