O emparelhamento de medicamentos com um sensor ingerível pode ajudar os médicos a rastrear com que frequência e quando os pacientes tomam os medicamentos prescritos, de acordo com um pequeno estudo novo.

As descobertas vêm logo após a decisão da Administração de Medicamentos e Alimentos dos EUA, no mês passado, de aprovar a primeira pílula digital para uso com o antipsicótico Abilify, frequentemente prescrito para tratar esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão.

A nova pesquisa envolveu apenas 15 pacientes, os quais receberam o oxicodona opióide para dor (OxyContin) após sofrer uma fratura.


No entanto, os participantes do estudo receberam uma configuração especial de oxicodona. O analgésico foi embalado em conjunto com a chamada "pílula digital". Isso significava que, cada vez que um paciente tomava o remédio para dor, ingeria uma cápsula de gelatina que continha oxicodona e um emissor de radiofreqüência.

O emissor foi ativado automaticamente quando a cápsula foi engolida. Ele enviou sinais para um adesivo pegajoso colocado no abdômen da pessoa. Isso, por sua vez, transmitiu informações básicas sobre o uso de pílulas para um leitor do tamanho de um iPod.

O sistema permitiu aos pesquisadores rastrear quantas pílulas os 15 pacientes tomaram, em vez do número de pílulas que receberam.


Em média, os pacientes tomaram apenas seis comprimidos no total - apesar de terem recebido 21 comprimidos, segundo o relatório.

"Como uma ferramenta de investigação, a pílula digital fornece uma medida direta da ingestão de opióides e mudanças no comportamento de tomar medicamentos", disse o autor do estudo, Dr. Edward Boyer, em comunicado à imprensa do Brigham and Women's Hospital, em Boston.

"Essa tecnologia também pode possibilitar aos médicos monitorar a adesão, identificar padrões crescentes de uso de opióides que podem sugerir o desenvolvimento de tolerância ou dependência e intervir para uma condição médica específica ou população de pacientes", acrescentou.

Boyer faz parte da divisão de toxicologia médica do departamento de medicina de emergência do hospital.

Boyer e seus colegas publicaram suas descobertas na edição de dezembro da revista Anestesia e Analgesia.


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